Estivadores

A exigência de um novo acordo colectivo de trabalho no porto de Lisboa está na base dos pré-avisos de greve entregues pelo Sindicato dos Estivadores, em vigor de 14 de Novembro a 4 de Dezembro. Em declarações à Lusa, sexta-feira, 13, o presidente da organização sindical explicou que a paralisação teve início no dia em que caducou o actual convénio laboral, e que aquela só terá efeito se forem contratados «trabalhadores estranhos à profissão». António Mariano acrescentou que, nesse caso, a greve abrange ainda Setúbal e Figueira da Foz para acautelar a eventual deslocação de navios de carga para aqueles portos.
O dirigente sindical denunciou, ainda, que os operadores estão a proceder à formação de «mão-de-obra desnecessária ao sector» tendo por objectivo «aniquilar os actuais profissionais» e «aumentar os lucros das grandes empresas».
Entretanto, o Sindicato dos Estivadores acusou as empresas de estarem a provocar um engarrafamento no porto de Lisboa apesar de existirem trabalhadores disponíveis. Os operadores alegam que o regime jurídico aprovado em 2012 com os votos do PS, PSD e CDS estabelece um limite máximo de 250 horas extraordinárias anuais, mas não detalham se os estivadores parados se encontram nesta situação.



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