- Nº 2194 (2015/12/17)
A Comissão Concelhia de Sintra do PCP considera que a possibilidade de pagamento «à peça» no atendimento aos utentes da urgência do Hospital Amadora-Sintra, de forma a fazer face a um eventual pico do surto gripal no período de Natal e Ano Novo, é uma forma de aprofundar o caminho de «não resolução de um problema que se arrasta desde a criação daquela unidade de saúde». A ir por diante, esta «solução» apresentada pela administração, levaria a uma «profunda desumanização no contacto entre doente e médico». Para os comunistas, o que toda esta questão revela é acima de tudo a «gravosa falta de profissionais de saúde», tanto no hospital como nos centros de saúde dos concelhos de Sintra e da Amadora.
Esta intenção também demonstra como eram falsas as justificações invocadas o ano passado para os longos períodos de espera, atribuídos prontamente a um «surto de gripe fora do normal». Afinal, a afluência então verificada não podia ser desligada do «encerramento de centros e extensões de saúde e do fecho de valências, designadamente atendimentos permanentes locais». Para o PCP, enfrentar a carência de profissionais de saúde no Hospital Amadora-Sintra «não se impõe apenas em períodos potencialmente extraordinários». Exige, antes, a dotação com carácter permanente dos profissionais necessários «em todos os domínios e valências e considerando a população abrangida». O PCP está a promover um conjunto de acções de contacto com profissionais e utentes da saúde nos centros e extensões do concelho.