- Nº 2232 (2016/09/8)
Milhares de pessoas desfrutaram de um Espaço Internacional alargado e com novidades, do intenso programa de debates e música, e da presença de partidos e organizações estrangeiras que trouxeram à Festa do Avante! lutas e culturas doutras paragens.
O lema escolhido: «Festa do Avante! – 40 anos de solidariedade internacionalista», foi igualmente o mote para a sua exposição central.
A mostra, patente no sítio onde até aqui ficava o Palco Solidariedade, ganhou visibilidade e desafogo, permitindo visitas enquanto decorria um debate no espaço criado para o efeito, mesmo ali ao lado. O que é uma inovação. A existência de um espaço próprio para os debates (antes decorriam no Palco Solidariedade) tornou o diálogo e o esclarecimento mais próximos, serenos e confortáveis. Os sete debates ocorridos sábado e domingo (ver nestas páginas) estiveram invariavelmente cheios e suscitaram a intervenção de quem assistia.
Quanto à exposição, não esqueçamos, tratou-se de uma evocação do percurso percorrido, onde se estriba a acção presente e forja a experiência e autoridade revolucionária do PCP. Ali se registava que a solidariedade para com a luta de outros países e povos «marcou uma presença constante» na Festa «como característica indissociável do ser e agir dos comunistas», mostrando-se imagens de ontem e de hoje que ilustram a prática internacionalista do Partido; sublinhando-se a reciprocidade dessa solidariedade internacionalista que hoje conserva grande actualidade. Nesse sentido, a exposição do Espaço Internacional não esqueceu que os povos resistem e lutam, alcançam vitórias e obrigam o imperialismo a recuar, e que para o PCP «a solidariedade internacionalista é inseparável da luta que travamos em Portugal em defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo».
Novidades de sempre
A colocação do Palco Solidariedade no local onde anteriormente se situava o Avanteatro foi outra novidade. Não tanto porque tenha alterado o conteúdo da sua programação, mas porque criou uma diferente vivência do Espaço Internacional como um todo e dos espectáculos nele realizados em particular (ver caixa).
Quanto ao demais no Espaço Internacional, são novidades e não são. Isto é: não é novidade para ninguém que ali os visitantes encontram uma montra da cultura de vários países e regiões. Porém, cada ano é possível experimentar uma comida diferente ou adquirir um objecto ímpar. Este ano não fugiu à regra, existindo 28 partidos e organizações estrangeiros (de um total de 49 que enviaram delegações) com pavilhão próprio, 14 dos quais com bares e restaurantes e cerca de uma dezena com artesanato. Acrescem os stands com petiscos da Associação de Amizade Portugal-Cuba, dos comunistas do Movimento da Paz, o Bar da Solidariedade e a Associação Iuri Gagarín, onde além do mais o Fotomatov convidava a tirar uma foto com o capacete do cosmonauta soviético e primeiro homem a orbitar a Terra.
Não é novidade, ainda, que no Espaço Internacional o convívio e a conversa fraternas fazem perder horas e ganhar consciência e conhecimento, mas todos os anos essas são práticas que se renovam com prazer, como se fosse a primeira vez. Como não é igualmente novidade que as paredes e muros do Espaço Internacional exibem desenhos e palavras de ordem que estimulam à luta e à solidariedade internacionalista para com a luta dos povos irmãos, e também o não é que antes do comício de encerramento da Festa do Avante!, do Espaço Internacional sai uma multidão com bandeiras representando diferentes partidos e países, dizendo palavras de ordem em línguas diferentes, mas sempre numa singular e notável expressão da solidariedade maior que significa a Festa do Avante!, a festa do PCP – Partido patriótico e internacionalista, como sobressaia num dos murais do Espaço Internacional.