«Estafetas» no Brasil exigem melhores condições laborais

GREVES Em São Paulo e noutras cidades brasileiras, milhares de estafetas que trabalham com plataformas electrónicas levaram a cabo, no dia 1, uma paralisação por melhores condições de trabalho. No dia 12 há greve nacional.

Entregadores brasileiros marcam nova greve para 12 de Julho

No Brasil, os estafetas – distribuidores de encomendas que trabalham com aplicações electrónicas e não têm vínculo contratual – realizaram, no dia 1, uma paralisação nacional por melhores condições de trabalho.

Em São Paulo, segundo os grevistas, a manifestação chegou a contar com 5000 trabalhadores no auge da mobilização.

No âmbito da jornada de luta, concentrações, caravanas, desfiles e apelos à população para apoio às reivindicações dos trabalhadores foram as formas utilizadas pelos manifestantes noutras cidades brasileiras como Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza (Ceará) e Curitiba (Paraná).

Entre as exigências da luta destes «estafetas» está «uma remuneração mais justa por meio do estabelecimento de uma taxa mínima por corrida, maior do que a actual, assim como um pagamento justo e padronizado entre as plataformas por quilometragem percorrida», informa o Brasil de Fato on-line.

Outra das reivindicações é «a suspensão imediata de bloqueios sem justificação que, segundo os organizadores da greve, são realizados frequentemente pelas companhias como Rappi, ifood, Loggi e UberEats».

Apoios para acidentes e doenças e acções mais efectivas durante a pandemia de COVID-19, com a reposição contínua de máscaras e álcool-gel, fazem também parte das exigências dos trabalhadores de um sector muito precarizado e explorado.

No meio da crise sócio-económica no Brasil, aprofundada pela pandemia, muitos trabalhadores informais procuraram recorrer à entrega de take away e outras enomendas através de aplicações electrónicas para tentar garantir algum rendimento. Este serviço, explica o Brasil de Fato, foi considerado uma actividade essencial durante a quarentena e expandiu-se grandemente no país, sempre numa base de precariedade e de rendimentos baixos e incertos.

Um estudo recente feito pela Rede de Estudos e Monitoramento da Reforma Trabalhista (Remir Trabalho) da Unicamp evidenciou que entre os entregadores entrevistados, 60,3% relataram uma queda na remuneração pré-pandemia. Outros 27,6% disseram que o rendimento se manteve e apenas 10,3% disseram que estão a ganhar mais dinheiro.

 



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