Dívida, banca e euro debatidos em Coimbra

Romper com os constrangimentos

O PCP promoveu no dia 21, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, uma sessão pública sobre o euro, a dívida, a banca e o desenvolvimento do País.

o País precisa de romper com estes constrangimentos

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Promovido pelo organismo da Função Pública da Organização Regional de Coimbra, o debate (inserido na preparação do XX Congresso do PCP) contou com a presença de dezenas de pessoas que ouviram do membro da Comissão Política Vasco Cardoso as posições do Partido sobre estas importantes matérias. O debate suscitado revelou-se de grande riqueza, com muitos dos presentes a questionarem o dirigente comunista e a partilhar as suas reflexões, elas próprias de inquestionável valor para enriquecer as análises e posições do Partido.

A proposta pioneira do PCP para a renegociação da dívida nos seus prazos, juros e montantes esteve em destaque em todo o debate, no qual foi sublinhada a crescente urgência da sua concretização provocada pelo aumento do volume da dívida e dos recursos canalizados para o seu serviço: só em juros, o País perde 8,5 mil milhões de euros por ano, ou seja, mais do que o orçamento anual para a saúde. Sendo evidente o que a dívida pública nos seus níveis actuais representa de limitação ao investimento, tão necessário à criação de emprego e ao crescimento da economia, foi sublinhada a necessidade de adoptar políticas e medidas que conduzam à saída desta verdadeira armadilha ao desenvolvimento do País.

Controlo público

Em diversas intervenções foi ainda denunciada a crescente centralização e concentração da riqueza nos grupos monopolistas, bem como a financeirização da economia, ao mesmo tempo que foram cortados salários, pensões e prestações sociais. Esta realidade conduziu ao empobrecimento generalizado dos trabalhadores, dos reformados e de outras camadas da população. Particularmente escandaloso, afirmou-se, é o facto de 18 das empresas cotadas no PSI20 terem a sua sede em países estrangeiros como forma de fugirem à tributação no nosso País. A uma questão suscitada por uma participante, de que seria preciso mais regulação, foi respondido que o que é verdadeiramente necessário é um sector público mais forte, como o PCP defende.

Sobre os instrumentos e constrangimentos do processo de integração capitalista da União Europeia, denunciou-se o euro como projecto político do grande capital europeu e alertou-se para o significado das imposições do BCE, da chamada União Bancária e do Tratado Orçamental. Em várias intervenções surgiram exemplos de como a exigência da União Bancária interferiu na entrega do Banif ao Santander e de todas as pressões existentes para entregar o Novo Banco ao La Caixa. Já o PCP defende o controlo público da banca.




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